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Código de referência
Título
Data(s)
- 1931 - 1945 (Produção)
Nível de descrição
Fundo
Dimensão e suporte
Dimensão ainda não identificada
Suporte Papel
Zona do contexto
Nome do produtor
História administrativa
Em 30/09/1931 foi criada a Faculdade de Farmácia de Santa Maria. O primeiro prédio onde funcionou a Faculdade localizava-se na Avenida Rio Branco, 842 (atualmente esse prédio não existe mais), no centro da cidade, próximo à Catedral Diocesana. Depois mudou para o n° 863 também na Avenida Rio Branco.
O ato de reconhecimento do curso de Farmácia, da Faculdade de Farmácia de Santa Maria, pelo Decreto Estadual nº 5.647/34, ratificado pelo Decreto Federal nº 9.586/42, de 02/07/1942, ocorreu em 13/07/1934.
A formatura da primeira turma do curso de Farmácia, no Salão Nobre da Sociedade União dos Caixeiros Viajantes ocorreu em 09/05/1935.
Em 08/04/1943 foi criado o Diretório Acadêmico dos Estudantes de Farmácia, primeiro da cidade.
Em 04/12/1948, os cursos de Farmácia, de Santa Maria, e de Direito e Odontologia, de Pelotas, são agregados a Universidade de Porto Alegre, que passa a ser denominada Universidade do Rio Grande do Sul.
A aprovação da incorporação da Faculdade de Farmácia de Santa Maria à Universidade do Rio Grande do Sul, se deu pela Lei 1.166/50, de 27/07/1950.
Em 19/06/1952, houve a integração da Faculdade de Farmácia de Santa Maria ao Estatuto da Universidade do Rio Grande do Sul.
Em 23/10/1952, foi lançada a pedra fundamental do edifício-sede da então Faculdade de Farmácia de Santa Maria, na Rua Floriano Peixoto, 1.184. No prédio conhecido como “Antiga Reitoria”.
História do arquivo
O Ensino Farmacêutico em Santa Maria teve início a partir da Moção nº 2, de 30 de setembro de 1931, assinada por médicos reunidos na sala das sessões da Sociedade de Medicina, localizada à época no Hospital de Caridade de Santa Maria, então sob a direção do Dr. Francisco Mariano da Rocha. A moção foi assinada pelos Drs. Xavier da Rocha, Severo do Amaral, Ribas Santos e Lamartine Souza, os quais propuseram que a sociedade considerasse fundada, naquela data, a Faculdade de Farmácia e Odontologia, escolhendo como Diretor o Dr. Francisco Mariano da Rocha (UFSM, 2021).
A Faculdade de Farmácia e Odontologia foi oficialmente instalada em 27 de fevereiro de 1932. Inicialmente, funcionou em um prédio localizado na Avenida Rio Branco, nº 842, no centro da cidade de Santa Maria, próximo à Catedral Diocesana. Atualmente, esse prédio não existe mais. Posteriormente, a sede foi transferida para o número 863 da mesma avenida, em uma casa cedida gratuitamente por seu proprietário, o Dr. Custódio Moraes Chaves (UFSM, 2021).
Em 2 de dezembro de 1932, foi instituída a primeira Direção da Faculdade, tendo como diretor o Dr. Francisco Mariano da Rocha, acompanhado do Dr. Severo Evaristo do Amaral como vice-diretor; do Dr. Alfredo Augusto Ribas dos Santos, secretário; do Dr. Valetim Fernandez, tesoureiro; e do Dr. Eduardo Pinto de Moraes, bibliotecário. Vale destacar que, embora a faculdade tenha sido inaugurada em 1932 com a denominação de Faculdade de Farmácia e Odontologia, não houve a efetiva implantação do curso de Odontologia.
A iniciativa de fundar a Faculdade de Farmácia teve como motivação principal a necessidade de regularizar a situação dos profissionais no Estado, conforme estabelecido pelo Decreto nº 19.606, de 19 de janeiro de 1931, do governo federal. Além disso, acreditava-se que a cidade de Santa Maria, por estar localizada no centro geográfico do Rio Grande do Sul, oferecia condições estratégicas que facilitariam o acesso e a dedicação dos estudantes à carreira farmacêutica.
Com base nesse contexto, em 1932, a Faculdade de Farmácia anunciava estar apta a receber alunos, sendo que, nesse ano, oito candidatos se apresentaram para o exame. Em 1933, foi implementado o segundo ano do curso, e mais cinco novos estudantes foram submetidos ao exame vestibular. Já em 1934, matricularam-se no primeiro ano mais três alunos (Rocha, 1934).
Desde o início de suas atividades, a Faculdade contou com uma infraestrutura composta por gabinetes de Química, Física e Microbiologia, museu de História Natural, laboratório de Farmácia, Galênica e Química. Havia ainda uma farmácia montada, onde podiam ser avaliadas receitas, possibilitando aos alunos a observação da preparação de medicamentos e a realização de práticas profissionais (Rocha, 1934).
A Faculdade de Farmácia e Odontologia foi oficialmente reconhecida pelo Decreto nº 5.647, de 13 de julho de 1934, assinado pelo interventor federal, General José Antônio Flores da Cunha, e pelo Secretário João Carlos Machado (UFSM, 1991). Em 1935, ocorreu a formatura da primeira turma de farmacêuticos da Faculdade de Farmácia de Santa Maria, composta por sete alunos: Alice Grillo, Águeda Pires da Rocha, Celeste Mariano da Rocha, Ely da Costa Maya, Maria Isabel Mello, Mário Ceccon e Nair Beltrão.
O baile de formatura foi realizado no salão nobre da Sociedade União de Caixeiros Viajantes (SUCV), no centro de Santa Maria. O paraninfo da turma foi o Dr. Francisco Mariano da Rocha, então diretor da Faculdade, e os homenageados foram o Sr. General Flores da Cunha, interventor federal; o Sr. Manoel Ribas, interventor no Paraná; e os professores Dr. Xavier da Rocha, Moraes Chaves, Mineiro de Souza e Miguel Meirelles. A cerimônia de colação de grau ocorreu no Clube Caixeiral de Santa Maria (UFSM, 2025).
Em 2 de julho de 1942, por meio do Decreto nº 9.586, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas e pelo ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, a Faculdade de Farmácia de Santa Maria obteve o reconhecimento oficial em âmbito nacional, consolidando o curso e validando os diplomas expedidos pela instituição (UFSM, 2025). A partir desse reconhecimento, a faculdade passou a ser oficialmente denominada Faculdade de Farmácia de Santa Maria.
No ano seguinte, os alunos fundaram o primeiro diretório acadêmico, que, em 1946, passou a se chamar Centro Acadêmico Francisco Mariano da Rocha, em homenagem ao idealizador da instituição (Isaia, 2006). No entanto, os anos de 1942, 1943 e 1944 foram marcados por dificuldades: não houve inscritos no vestibular e a Faculdade enfrentou graves problemas financeiros, ameaçando até mesmo sua continuidade.
Diante dessa crise, o carinho pela instituição e a convicção na prosperidade da iniciativa do Dr. Francisco Mariano da Rocha motivaram dois ex-alunos, Walter Ritzel e Clodomiro Bertoldo, formados respectivamente em 1936 e 1939, a retornarem às cadeiras do curso para evitar seu fechamento. Clodomiro Bertoldo voltou em 1945 e Walter Ritzel, em 1946, contribuindo diretamente para a manutenção do curso ativo.
Segundo o próprio Dr. Francisco, a fé também desempenhou papel fundamental na preservação do curso. Promessas e pedidos para superar a crise foram dirigidos a Nossa Senhora Medianeira. Católico praticante e fervoroso, o fundador do curso de Farmácia atribuiu à sua devoção a força necessária para enfrentar os momentos mais difíceis da história da instituição, a única ocasião em que seu funcionamento esteve ameaçado. Com as preces atendidas e a promessa cumprida, a padroeira de Santa Maria tornou-se, assim, também padroeira da Universidade.
No ano de 1945, o Dr. José Mariano da Rocha Filho, sobrinho do fundador da instituição, assumiu a direção da Faculdade, cargo que ocupou até 1960, ano da criação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, 2025)
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Zona do conteúdo e estrutura
Âmbito e conteúdo
Documentos que fazem parte do Curso de Farmácia de Santa Maria de 1931 a 1945 ( Amostragens dos dossiês de ex-alunos, dossiês de servidores, atas, provas)
Avaliação, selecção e eliminação
Ingressos adicionais
Sistema de arranjo
Zona de condições de acesso e utilização
Condições de acesso
Devido ao seu caráter histórico a consulta é livre, mas sempre tendo em atenção às leis que regulam o acesso a documentação e as normas estabelecidas no âmbito institucional. A consulta no acervo poderá ser realizada mediante solicitação ao Departamento de Arquivo Geral.
Condiçoes de reprodução
Idioma do material
- português do Brasil
Script do material
Notas ao idioma e script
Características físicas e requisitos técnicos
Uma parte da documentação sofreu avarias relacionadas com causas naturais, acarretando a sua deterioração. Entretanto, a maioria do acervo ainda encontra-se em boas condições de conservação.
Instrumentos de descrição
Zona de documentação associada
Existência e localização de originais
Existência e localização de cópias
Não há conhecimento da existência de cópias em outro local.