Planetário, 1971/

Área de identificação

tipo de entidade

Entidade coletiva

Forma autorizada do nome

Planetário, 1971/

Forma(s) paralela(s) de nome

Forma normalizada do nome de acordo com outras regras

Outra(s) forma(s) do nome

identificadores para entidades coletivas

Área de descrição

datas de existência

14-12-1971/

história

De acordo com Isaia (2006), o Reitor da UFSM esteve com o Ministro da Educação, Tarso Dutra em fins de 1967. Na oportunidade, solicitou ao Ministro equipamento para montagem de um Planetário no campus da UFSM, pois tivera notícia que o MEC estava importando três equipamentos para instalação de planetários. O Ministro Tarso informou ao Reitor que estava para chegar mais um equipamento vindo do Leste Europeu e que deveria providenciar, com urgência, na construção da obra. Ainda na Capital Federal, Mariano buscou apoio do arquiteto Oscar Niemayer. Em uma rápida visita, Niemayer fez um singelo esboço da parte externa da obra. No rio de Janeiro, o Reitor entregou o esboço ao arquiteto Oscar Valderato, que elaborou a planta arquitetônica que daria origem ao Planetário da UFSM. O cálculo estrutural foi realizado por engenheiros da UFSM que atuavam nas obras do campus.

Situado junto à praça e zona administrativa da Cidade Universitária, com uma área construída de 1.550 m², foi construído com uma estrutura especial de concreto em formato de cúpula parabolóide, com diâmetro de 36 m e flecha de 10 m, formando dois pavimentos. No 1° pavimento, estão: a sala de projeção em forma circular e 12,60 m de diâmetro, hall principal, administração, sala de aparelhagem, sala para ar condicionado, bar e sanitários. O 2° pavimento, em forma de anel, encontra-se a galeria de exposição escura. Sob a cúpula externa de concreto, há uma cúpula especial esférica, para projeção dos filmes demonstrativos dos espaços celestes.

Inaugurado em 14 de Dezembro de 1971, o Planetário da Universidade Federal de Santa Maria está localizado no Município de Santa Maria RS, com as coordenadas geográficas 53º17' de Longitude Oeste e 29º28' de Latitude Sul. Foi o primeiro no Rio Grande do Sul, e a UFSM foi a primeira Universidade brasileira a ser planejada com um Planetário em seu campus universitário.

Foi pintado um grande quadro no interior do Planetário pelo renomado artista santa-mariense Eduardo Trevisan, representando “ A conquista do espaço”. O conjunto de Instrumentos Zeiss que compunham o Planetário conseguido através de doação do MEC foi montado por técnicos vindos da Alemanha, que proporcionaram indispensável ensinamento ao pessoal designado para operar a aparelhagem. Entre outros recursos o equipamento possibilitava a projeção de até 8.900 estrelas fixas, até 6ª magnitude, projeção especial para Sirius, projeção da Via Láctea, Sol com possibilidades de demonstração de eclipses parciais, anulares e totais, planetas em diferentes cores: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, saturno com anéis e Urano.

O Planetário através do ensino não formal participa na difusão da cultura astronômica. Em uma cúpula circular hemisférica, se simula um céu artificial através de um sistema de projeção de estrelas. Projeções adicionais e efeitos especiais são realizados por diversos projetores complementares, proporcionando-se uma viagem pelo Universo, através dos planetas, satélites e cometas do sistema solar.

Em julho de 1998 foi inaugurado no segundo piso do prédio do Planetário o Museu Interativo de Astronomia, um local destinado a interatividade com a ciência astronômica, para que melhor compreendamos suas principais teorias, as explicações dos movimentos de rotação e translação da Terra, as conseqüentes alternâncias dos dias e noites, das estações do ano, até mesmo a ocorrência dos eclipses.

Em 2011 inaugurou o Digistar 4, equipamento digital que coloca o Planetário da UFSM em uma nova fase tecnológica. A projeção é feita no teto, em uma cúpula que circunda a sala e faz o público se ver dentro do filme. Não é exatamente cinema 3D, mas a platéia tem a sensação de acompanhar os movimentos dentro das cenas. É um sistema de projeção dupla. Dentro do equipamento, há duas telas que projetam imagens que passam por um prisma e depois na cúpula. Com isso, nós temos um 3D em seu princípio inicial. A grande inovação com relação ao antigo equipamento analógico (eletro-ótico-mecânico) é que as projeções deixam de ser estáticas.

<b>Fontes Consultada:</b>
UFSM, Universidade Federal de Santa Maria. Relatório 1970, p. 210 - 211. Planetário. Disponível em:http://www.ufsm.br/planeta/indexx.htm. Acesso em: 23 ago. 2011

DALCOL, Francisco. Zero Hora. Planetário da UFSM. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local
=1&section=Geral&newsID=a3401475.xml>. Acesso em 23 ago. 2011.

ISAIA, Luiz Gonzaga. UFSM Memórias. Santa Maria: 2006. 400p.

<b>Pesquisa realizada por:</b>
Fabiana Fagundes Fontana em 25 ago. 2011.

Locais

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